quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Roupas femininas e acessórios. F Bazaar e Telga Lima


Fabíola




Gostou? Esse é um anél que não desgruda dos meus dedos. Acessórios F Baazar.
Quem não acordou hoje com aquela vontade enorme de renovar o guarda-roupa?
Sentir o sol entrar pela janela para poder enxergar as cores escondidas dentro do armário, era o mínimo que se podia fazer.
Ah, confesso que foi a primeira coisa em que pensei ao acordar, trocar tudo. Que nada, penso em mudar tudo todo dia enquanto escolho a roupa que vou para o trabalho.
Vocês sabem que a cidade toda está ofertando suas modas com precinho de promoção, então pedido impossível pra uma mulher: NÃO COMPRE! Isso não existe.
Para quem curte peças charmosas e para quem tem um pé lá no retrô e os dois pés fincados no moderno, deve conhecer a F Bazaar, das empresárias Fabíola e Flávia. Combinou não é?Essa dupla aí é sinônimo de talento e bom gosto. Plugadas.

F Baazar - Roupas femininas e acessórios. O endereço está aí, para você não deixar de conhecer um lugar especial e receber esse sorriso de fabíola (foto). Leve tudo, se puder (rs)!

A F Baazar, fica na Rua Potengi, 716 Loja 1 - Petrópolis - Natal/RN Contato: 84 3202.7441





quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009


Por Telga Lima

AS CORES DA SUA VIDA

Ao acordar, percebo que os meus lençóis têm apenas única cor. São brancos.
Ao olhar para baixo vejo os meus dedos dos pés e eles estão sem cor nas unhas,
o esmalte já desbotou.
Hoje acordei sem paixão, sem tesão, sem libido.
A luz do abajur é ocre-fosco-tolo,tonto, simplório, ingênuo.
Meus pensamentos são lentos e monocromáticos.
O dia já acordou com os tons laranja avermelhados, mas as películas das janelas me impedem de vê-los. Tudo continua fosco.
Do lado de cá do vidro, o beija-flor é cinza
O céu cor de chumbo
A árvore, de um verde escuro.
A cigarra canta ao longe
O som do grilo, pela casa, sumiu.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Eu, no meu novo trabalho.

Telga e Karlinha

Além do enorme prazer de exercer algo que gostamos de fazer,
tem coisa mais sublime do que trabalhar com gente que admiramos?
Essa é a parte que fica, que nos fortalece diariamente.
Esse é o trampo mais grandioso que faço na vida, trazer pessoas do bem pra dentro da minha vida. Elas ilustram as paredes dos nossos sonhos e somos movidos e transformados por elas, essa pessoas que carinhosamente chamamos de amigos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

APAIXONADA POR ELE


Adoro quado ele canta:
todo mundo sabe que esta bela criatura
teve um lar tão lindo e o meu sincero amor
mas a boemia, dela se apoderou
e a coitadinha fracassou
tinha tudo o quanto de mim precisava
carinho, que é bom, não faltava
nunca houve uma zanga se quer
um dia deu adeus e deixou nosso ninho
indo em busca de novos carinhos
que pena, uma linda mulher

A Edição de fevereiro, da revista Bravo, traz uma entrevista com Luiz Melodia. Imperdível e deliciosa como as músicas do seu novo CD especial MTV.
Abaixo um trecho da entrevista:

Por Armando Antenor.
Se escutasse o pai, não usaria os cabelos à moda dos rastafáris nem os deixaria crescer demais. Não permitiria que marchassem rumo à cintura, como avencas sorrateiras que invadem zonas proibidas. Também não exibiria um figurino tão informal em público, camisetas sem manga, tênis, calças gastas. Estaria invariavelmente de terno, os sapatos brilhando, a barba em ordem, a juba exígua, retraída, submissa. Se escutasse o pai, nem sequer viraria cantor. Seria médico, um humanista estudioso e abnegado. Ou, quem sabe, se tornaria político de renome, já que o pai engrossava a casta dos que acreditam em política. No entanto, como Luiz não resistiu às musas, como abraçou o palco com a sede dos beduínos, deveria se tocar e seguir o exemplo de Jair Rodrigues. Ele, sim, um negro elegante. Um sambista de respeito, que mantém os cabelos impecáveis e não tolera roupas vulgares. A trajetória dos negros, de qualquer negro, é difícil. Há inúmeras armadilhas pelo caminho. Por isso, melhor não dar sopa. Melhor evitar comportamentos que inspirem recriminações alheias. Aposente as gírias, rapaz. Gírias não combinam com um sujeito de bem. Esqueça a cerveja, menino. Bebida em excesso prejudica a voz. O diabo é que Luiz sempre adorou o linguajar das ruas, o diabo é que sempre gostou de cerveja. Começou degustando as baratinhas, que os tios compravam no morro de São Carlos, favela carioca onde nasceu e se criou. Hoje não dispensa as estrangeiras. Às vezes, exagera um pouco. Toma uma, depois outra e mais outra. Qual o problema? Se escutasse o pai, nunca conheceria o frescor que emana das garrafas alemãs, belgas, norte-americanas e holandesas. — Agora veja só o tamanho da ironia. Mesmo sem escutar o pai, acabou por escutá-lo bastante. Tapava os ouvidos para os conselhos de seu Oswaldo, mas não para as músicas lindas que o estivador de origem capixaba insistia em cantarolar. Ô Maura, vem matar minha saudade/ Não tenho felicidade/ Desde o dia em que me abandonou. O próprio Oswaldo inventava as composições numa viola de quatro cordas, talento que logo lhe rendeu o apelido de Melodia. Foi observando o pai que o filho aprendeu os primeiros acordes, às escondidas. Quando Oswaldo caiu em si, o moleque já não se chamava Luiz Carlos dos Santos. Chamava-se Luiz Melodia.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009


Por Telga Lima

Vem cá, chega aí, quero lhe contar do tempo que se passou.
De todo o tempo que se passou sem você por perto.
Das duas pimenteiras que morreram na varanda. É elas morreram.
Vem cá, senta um pouco, tira os sapatos, depois você vai precisar deles para partir novamente.
Quero lhe mostrar as lágrimas nos meus lençóis, olha só! Elas ainda não secaram.
Vem cá, toque as minhas mãos, elas ainda estão frias esperando pelos seus dedos quentes.
Tenho tantas histórias pra contar para você, quero lhe mostrar o que andei escrevendo
O quanto cuspi o seu nome, o quanto comi o seu nome, o quanto bebi da sua saliva, enquanto esteve ausente
São tantas cosias:
Meu pranto ao relento.
Dirigi sem direção, sem saber o prumo, o rumo;
Abri portas pra tanta gente estranha entrar e elas acabaram não entrando;
Embriaguei-me de vinho e livros e revirei-me estressadamente na cama por conta do silêncio e do vento quente que entrava pela janela, enquanto o meu corpo permanecia invariavelmente frio, apático.
Vem cá, me toca.
Quero lhe mostrar os músculos que ganhei e os ridículos fios brancos que estão aparecendo, bem aqui.
Nem lhe conto, foram tantas tempestades, achei que não iria resistir ao caos.
Deite aí no chão, vou pôr Cartola na vitrola
Vou pôr canção na casa, ultimamente os pássaros não passam mais por aqui, não pousam mais na janela, não cantam mais.
Quero lhe contar que não fiquei sem sexo, deu pra me virar, mas ouça, fiquei sem aconchego e com muitos nós na garganta.
Não engoli ninguém e creio que ninguém também me engoliu, pode crer.
Deixa eu lhe dizer que além de você outras pessoas me machucaram e me fizeram chorar, desacreditar
Deixa eu lhe dizer que além de você outras pessoas me deixaram, deixaram que eu seguisse só.
Olhe pra mim, não sou um corpo sedento pela sua pegada.
Tenho olhos fundos e quero sua boca, sua vibração, sua energia.
Vem, encoste a sua cabeça no meu peito.
Quero o seu cansaço, seu desencanto.
“É impossível nesta primavera”, Cartola canta na vitrola, rima que outrora ouvi.
Não ria, eu estou sentindo vergonha de falar de amor pra você. É dezembro e quero o remédio que me prometera.
Vem cá ver, minha alma foi jogada ao chão, mas meu corpo ainda está aqui dando sinais de incêndios.
Eu não sei se por essa música
Eu não sei se pela saudade
Eu não sei se pela carência
Eu não sei se pelo avesso
Eu preciso do seu verso, do seu verbo, mas que você vá se misturando a tudo o que eu sou agora.


NOITE DE NATAL

Por Telga Lima

Ela só queria que as luzes todas estivessem acesas e ouvir muitos gritos de crianças pela casa,
Ela queria a casa cheia,
De luminosidade.
Ela só queria a mesa rodeada das pessoas que ela ama e todos os encontros, ali bem diante dos seus olhos.
Ela queria a casa cheia,
Ela só queria que todos os presentes estivessem em baixo da árvore e muitos desejos realizados, de amor.
Ela só queria sorrir e dormir com a esperança de ver todos novamente no próximo Natal, como não fora neste, em que ela não viu quem desejou.
As luzes estavam parcialmente apagadas e o seu coração estava parcialmente encoberto pela saudade.
A casa estava tão vazia e tantos desencontros, ali bem diante dos seus olhos, de desamor.
Não havia árvore, por que não havia presente, não havia nem os risos, nem as luzes, nem a casa cheia, nem todos em volta da mesa, nem os gritos.
Não havia mais sonhos, apenas os dias, e aquele era só mais um.
Havia um olhar pra um futuro incrédulo, meio incerto, demasiado certo.
E então, ela pensou em desistir, mas preferiu esperar as surpresas do próximo Natal e novamente desejou,
Ver quem não viu esse ano
Ouvir seus gritos
Tocar sua mão
E dizer tudo a quem mais gostaria de dizer.

terça-feira, 18 de novembro de 2008


Por Telga Lima

Não, definitivamente eu não sou isso.
Não sou chão.
Eu não sou realidade, sou fantasia.
Eu não sou real, sou personagem.
Não sou dia, sou escuro, calada da noite, mar revolto, torpe.
Sou tons de cinza, escuro; eu não vejo, tateio.
Sou quem anda apressado por ruelas estreitas enlameadas, aviltado.
Eu, definitivamente não sou brilho, não cintilo.
Sou opaco, frio, indiferente, dissimulado, vão. Água baldia, turva.
Eu sou imaginação, pintura em preto e branco.
Não sou superfície, sou espaço dentro do meu pequeno espaço vazio.
Só sangro, engulo, engodo.
Definitivamente sem chão.