segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Franco- nigeriana - Asa. Soul Music
Acabei de conhecer o som de Asa, leia-se (asha) A Franco-nigeriana lembra em algum momento Amy Winehouse e Katy Perry. Adorei o seu estilo retrô de ser, a voz, o groove do seu som. Está na minha lista dos favoritos.
Molhei os pés no mar, pra pedir a proteção de yemanjá. (letra de música - Maria Bethânia)
Dandalunda, Janaína,
Marabô, Princesa de Aiocá,
Inaê, Sereia, Mucunã,
Maria, Dona Iemanjá.
Onde ela vive?
Onde ela mora?
Nas águas,
Na loca de pedra,
Num palácio encantado,
No fundo do mar.
O que ela gosta?
O que ela adora?
Perfume,
Flor, espelho e pente
Toda sorte de presente
Pra ela se enfeitar.
Como se saúda a Rainha do Mar?
Alodê, Odofiaba,
Minha-mãe, Mãe-d'água,
Odoyá!
Qual é seu dia,
Nossa Senhora?
É dia dois de fevereiro
Quando na beira da praia
Eu vou me abençoar.
O que ela canta?
Por que ela chora?
Só canta cantiga bonita
Chora quando fica aflita
Se você chorar.
Quem é que já viu a Rainha do Mar?
Pescador e marinheiro
que escuta a sereia cantar
é com o povo que é praiero
que dona Iemanjá quer se casar.
De presentes e ausências.
Coincidência ou não, indo ver minha mãe no interior, pela passagem de ano, lia o texto de Daniel Piza sem saber que seria o seu último texto. Lamentável.
Nesta época é comum ver, além das retrospectivas, os apelos piegas ao tal espírito natalino, abusos de expressões como “renovar esperanças”, previsões furadas de astrólogos, tarólogos e outros loucos, textos que lamentam onde estão os natais d’antanho, mensagens de boas festas com listas de virtudes. Meu impulso é perguntar por que as pessoas não procuram ser assim o ano todo, e não apenas no solstício que foi apropriado pela religião e pelo folclore para se tornar uma data paradoxal em que se discursa sobre bons sentimentos enquanto se consome em ritmo febril; até mesmo os nacionalistas se calam diante do fato de que a festa não tem cara do calor de 34 graus. E então me ponho a pensar em como generosidade e respeito, para ficar só nesses dois itens, andam em falta nos tempos atuais, especialmente nas grandes cidades, e em como a tecnologia que deveria nos aproximar nos tem dispersado. Mas lembro os Natais de infância, comparo com o dos meus filhos e as diferenças se tornam irrelevantes, porque os prazeres e as questões são muito parecidos. E os dias deliciosamente desocupados, desacelerados, convidam ao balanço do ano, ainda que tenha tido tantas tristezas em meu caso, e sem balanço não há avanço.
Somos carne e pensamento, um não se dissocia do outro, e do mesmo modo o Natal é ficar feliz em dar e receber presentes, é ver as crianças alegres com o que ganham e pronto, sem místicas nem melancolias. Lembro que meu avô nos levava em seu Opala, no banco da frente, câmbio atrás do volante, para procurar o Papai Noel. Olhávamos para o céu e achávamos que qualquer luzinha era a carruagem de renas. Quando voltávamos, ele já tinha passado e deixado os presentes sob a árvore. Um primo mais velho me disse: “Cheguei até a ver a perna dele saindo pela janela”. Eu devia ter uns oito anos e achei estranho; afinal, era só ter ficado ali que com certeza o veríamos, já que eu nunca tinha conhecido ninguém que não ganhasse presentes todo santo Natal. (Eu já estava acometido desta mania de descrença: antes de fazer 6 anos, na minha primeira viagem de avião, assim que ficamos acima das nuvens perguntei ao meu pai onde estavam os “anjinhos”. Não era ali que diziam que eles moravam?) De qualquer modo, afora as comidas saborosamente calóricas, quase sempre o presente fazia a dita magia da noite. Digo “quase sempre” porque uma vez pedi um Piloto Campeão e ganhei uma Motocleta. Inconformado, reclamei: “Que Papai Noel burro!” Mas a Motocleta, espécie de triciclo evoluído, me divertiu muito mais ao descer a rampa do abacateiro na chácara que tínhamos.
Ver o sorriso de filhos e sobrinhos é boa maneira de encerrar o ano, como o fecho de capítulo de um livro que ainda não terminou, e mesmo que não chegue a redimir o capítulo ruim. Perdi minha mãe e, apesar das falas pseudo consoladoras do tipo “É a vida” (não, é a morte mesmo) e “Tudo vai ficar bem” (defina “bem”), a dor ganha intervalos, mas a ausência fica. Tive também uma decepção pessoal, que abalou minha confiança, me tirou alguns quilos, me fez ver de novo como nossos melhores esforços podem ser os mais injustiçados, como a ingenuidade é amiga da vaidade, como a efusão brasileira pode ocultar inveja ou egoísmo. Também não fico feliz ao pensar que para tantas pessoas uma experiência insubstituível como ter filhos pode ser vista como algo que “atrapalha” ou, pior, que justifica manter relacionamentos frios ou frustrantes, em vez de renová-los. Mas terminei meu capítulo com páginas encorajadoras, confiante não apenas em ter superado a fase crítica, mas também em não ter deixado o desencantamento tomar conta. Aí está, se me permitem o toque natalino: não deixar o desencanto tomar conta é o melhor presente.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
PLANOS
Papel e lápis na mão!
Não tem mais como deixar de usar: Protetor solar acima do número 30;
Tomar um banho de mar pra renovar as energias;
Na primeira semana de janeiro, ir ao banco de sua preferência começar uma poupança;
Voltar a frequentar à sessão de arte de cinema (saudade);
Estreitar mais os laços com aqueles amigos que você deixou meio de lado por “n” motivos;
Escolher amar, optar por amar, se doar para um amigo que precise dos seus ouvidos, das suas mãos. Da mãe que precisa dos seus cuidados, de algum idoso ou criança, enfim. Doar o seu coração para salvar outros;
Tomar banho de água fria. Faz bem pra alma. Desperta. Você acorda;
Resgate alguma prática que você possa ouvir o silêncio, a sua respiração, sua pulsação, você;
Anote cada desejo por mais inviável que acredite ser. Escreva cada detalhe do que pretende conquistar e você conseguirá;
Observe sua intuição, ela está falando o tempo todo com você, lhe dando dicas, lhe dando olhos;
Então tá combinado: Assuma-se de vez. Incoerente, certinha, desorganizada, excêntrica, barraqueira, quieta e daí? Procure não se encaixar em algum modelo pra parecer algo que não é de verdade.
Personalidade: Não dá pra vesti-la feito um jeans. Relaxe mais com você mesma, porém exija tudo o que precisar exigir de você para melhorar;
Personalidade: Não dá pra vesti-la feito um jeans. Relaxe mais com você mesma, porém exija tudo o que precisar exigir de você para melhorar;
Prefira ser linda nesta idade aí em que você está. Cada fase e idade tem sua peculiaridade e cada uma delas deverá ser vivida adequadamente, sem forçar à barra. O seu corpo pode até aguentar, mas sua alma vai ficar correndo atrás de algo que não lhe cabe mais. Isso se aplica aos dois casos, adiantar sua idade ou retardá-la. Cada coisa no tempo em que é pra ser vivido;
Aprender a respirar é primordial, é qualidade de vida e tempo ganho pra se viver mais e melhor;
Aproxime-se mais dos animais e da natureza, você tem uma enorme chance de se tornar mais humano, pode ter certeza disso;
Compre um fichário e organize todos os seus pagamentos, documentos e seus débitos. Não se desespere se estiver devendo, por que sempre dá tempo de cumprir com todos os seus acordos e aprender com tudo isso. Resgate o senso de organização e cumprimento dos seus deveres;
Liste cada coisa que você deixou de lado, cada pessoa que deixou de visitar, as caminhadas na praia que não foi fazer, a academia que tanto faltou, o café com os amigos que você não combinou, os discos que você não ouviu, o projeto que você não concluiu e resgate tudo isso;
Seja livre pra obedecer todas as suas vontades e seja feliz agora.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Como eu quero receber 2012?
Imagem: site loja JACINTO.
Com salto alto
Short jeans rasgado
Camiseta básica branca customizada por mim.
Pôr pinduricalhos da sorte, pronunciar um mantra
Rir alto, comer pouco, alimentar o espírito
Vestida com as roupas e as armas de Jorge da Capadócia.
Quero entrar com sonhos escritos no papel
Quero ser ousada no desejo de realizá-los
Quero cada pessoa que amo ao meu lado
Quero ser craque
Quero poder ser quem verdadeiramente sou
Ser feliz.
Imagens de divulgação.
Passei pela loja "LU Mamede"
Fim de tarde, despreocupação.
A tarde quente de verão me deu inspiração para ir à charmosa loja "LU", de Luciana Mamede.
Quem teve uma avó que morou em cidade do interior, vai saber e até conseguir visualizar o que vou descrever agora. Uma viagem no tempo:
Levemente recuada à loja, definitivamente, não parece, nem de longe, com um estabelecimento comercial. A sensação é de que você vai entrar na casa de alguém que mora em uma cidade do interior, um alguém que poderia ser a sua avó.
Ambientada com móveis de estilo clássico que certamente devem ter sido garimpados em algum antiquário ou herdados de família, a ambientação foge totalmente do óbvio decorativo ao qual estamos habituados a ver por aí. Nunca estive na França, mas me senti por lá.
Ao abrirmos a porta de entrada, branca com detalhe em ferro, somos muito bem recebidos por Wisa Castim e Isabelle Mamede, pessoas tão lindas quanto tudo que há dentro da loja. Entrei com o pé direito e o que vi: Um console com a imagem de nossa senhora que dá as boas vindas. Boas vindas, bons momentos alí, boas companhias.
O provador é uma saleta de espera decorada com uma penteadeira de madeira, arrumada com bolo e café.
O banheiro é lúdico, leve e antiguinho da louça aos azulejos que foram pintados de verde água e parte dele foi revestido com papel de parede floral.
Uma escada leva-nos ao ateliê e vários sonhos.
Muita novidade e a coleção que está um luxo só. Apareçam!
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A tarde quente de verão me deu inspiração para ir à charmosa loja "LU", de Luciana Mamede.
Quem teve uma avó que morou em cidade do interior, vai saber e até conseguir visualizar o que vou descrever agora. Uma viagem no tempo:
Levemente recuada à loja, definitivamente, não parece, nem de longe, com um estabelecimento comercial. A sensação é de que você vai entrar na casa de alguém que mora em uma cidade do interior, um alguém que poderia ser a sua avó.
Ambientada com móveis de estilo clássico que certamente devem ter sido garimpados em algum antiquário ou herdados de família, a ambientação foge totalmente do óbvio decorativo ao qual estamos habituados a ver por aí. Nunca estive na França, mas me senti por lá.
Ao abrirmos a porta de entrada, branca com detalhe em ferro, somos muito bem recebidos por Wisa Castim e Isabelle Mamede, pessoas tão lindas quanto tudo que há dentro da loja. Entrei com o pé direito e o que vi: Um console com a imagem de nossa senhora que dá as boas vindas. Boas vindas, bons momentos alí, boas companhias.
O provador é uma saleta de espera decorada com uma penteadeira de madeira, arrumada com bolo e café.
O banheiro é lúdico, leve e antiguinho da louça aos azulejos que foram pintados de verde água e parte dele foi revestido com papel de parede floral.
Uma escada leva-nos ao ateliê e vários sonhos.
Muita novidade e a coleção que está um luxo só. Apareçam!
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